A chegada do velho barato
Na escada eu levo o tombo
Não se preocupe, é mais um porre
Dois dias depois eu acordo
Com a lua, na rua crua
Vivendo o que não há de melhor
A droga ainda reage
No seu melhor tom
O engraçado é que todos fogem
Covardes, medrosos, não sabem do pior
Suas vidas são como grãos de areia
Em uma praia deserta, no meio do nada
O tédio corrói os mesquinhos
Lindos, vivos, brancos de sangue
Pálidos, cálidos, amargos
Esperando um abraço
É só mais um porre fazendo efeito...
Se bem que a vida
Como um oceano de riquezas espalhadas pelos mar
Deve ter muito saco pra catar
E procurar, sem reclamar
Um motivo pra parar de mudar.
Edelvan Menezes
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